Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Finanças do Município em Estado Calamitoso

Os contactos mantidos nos últimos dias com alguns empresários do nosso concelho, deixaram-me tão surpreso como preocupado.Não imaginava, como certamente ninguém imagina, quão calamitosa é a situação financeira do nosso Município. Pelo que eu perecebi e pelas informações que me foram transmitidas, a Câmara, últimamente, a ninguém tem pago.Há várias empresas com sérias dificuldades de tesouraria, decorrentes das dívidas assumidas pela Autarquia. São situações, nalguns casos, verdadeiramente dramáticas. Com compromissos assumidos de carácter inadiável,  na expectativa de que a Câmara, enquanto pessoa de bem, honraria os prazos de pagamento estipulados.

 

 A situação era previsível que viesse a acontecer, a dúvida era apenas o quando. Foi agora.  Um candidato à Presidência da Câmara que alardeia que para fazer obras o dinheiro não é problema, basta imaginação, é óbvio que está a declarar públicamente a sua total irresponsabilidade e a sua absoluta inépcia para o exercício do cargo,. Transmitie a ideia de que se pode gastar à tripa forra. O dinheiro há-de aparecer. Assim foi. As consequências estão a vista. Um gestor - e por maioria de razão um gestor da coisa pública - tem de incutir rigor e fazer dele a sua imagem de marca. Os recursos são sempre limitados e insuficientes relativamente às necessidades, desejos e expectativas.Por isso, há que ser disciplinado e selectivo na sua gestão e aplicação. Esta Câmara tem primado pelo esbanjamento, pelo gasto supérfluo, pelo fogo-de-vistas, pelas políticas errantes, pela falta de estratégia, pela ausência de planeamento. O que verdadeiramente sobressai na sua postura, é o novo-riquismo e a fanfarronice.

 

Bem andaram as Juntas de Freguesia em exigir o crédito dos montantes vencidos, à luz do acordo prévia e oportunamente firmado com o Presidente da Câmara, antes de votarem o último empréstimo. Pois, se assim não tivessem procedido, se não tivessem batido o pé, podem crer que não receberiam nenhum. E agora contentem-se com este. Não vai haver mais.

sinto-me: Preocupado
publicado por casadasagras às 22:32
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