Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Apoucado politica e intelectualmente

Cavaco Silva ganhou as eleições presidenciais. Independentemente da grande perda de votos relativamente à sua primeira eleição e da mais reduzida percentagem de eleitores que nele confiaram, em cotejo com todas as reeleições presidenciais verificadas em Portugal depois do 25 de Abril, a sua legitimidade não está em causa, embora, certamente, não seja de ignorar a situação de desconforto que decorre de tal facto.

 

Todavia, o que verdadeiramente me chocou foi o seu discurso de vitória. Um discurso ressabiado e vingativo, um discurso que verdadeiramente lhe retira a legitimidade de se afirmar como Presidente de todos os portugueses. Foi um discurso de um chefe de facção, não de um Presidente da República. Mais: pretendendo colocar-se num patamar acima do comum dos mortais, não esclareceu as dúvidas suscitadas por outros candidatos e pela comunicação social, relativamente às trapalhadas em que se envolveu ou foi envolvido pelo seu grupo de amigos e "compagnous de route".

 

Com o referido discurso, ou discursos, Cavaco demonstrou, uma vez mais, como é politica e intelectualmente apoucaqdo.

 

Fez bem Defensor Moura em não lhe endereçar as felicitações pela vitória. De facto, um candidadato com esta folha de serviços não merece os parabéns pela vitória. O País é que merece os pêsames pela derrota.

 

Mas há outras ilações a retirar destas presidenciais. Manuel Alegre não perdeu agora a possibilidade de ser Presidente da República. Perdeu-a em 2005, quando se apresentou a votos contra o candidato oficial do Partido. Derrota que  consolidou ao longo dos úlimos 5 anos, ao manter uma guerrilha permanente com o seu Partido e com o Governo. O PS, por sua vez, não perdeu em 2005. Perdeu agora, ao apoiar Alegre. Era a oportunidade de ter apresentado um candidato próprio, sem ir a reboque do BE e do próprio Alegre, de modo a que mesmo não saindo ganhador nestes eleições, marcasse terreno para 2015.Um erro estratégico, a meu ver, com custos enormes para o Partido e para o País.

 

Porém, é a vida.

 

 

publicado por casadasagras às 21:40
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