Domingo, 31 de Julho de 2011

O País está a saque. A Venda do BPN é disso o melhor exemplo

O Governo vai entregar ao Engº Mira Amaral e a mais quem este representa, como pura liberalidade, o montante de 510.000.000€ (por extenso: quinhentos e dez milhões de euros), visto ter acordado a venda do Banco BPN por 40.000.000€, sim, apenas 40 milhões, mas com o compromisso de recapitalização prévia do Banco pelo montante de 550 milhões, ou seja, o Governo entrega o Banco e mais 510 milhões de euros em dinheiro vivo. Sempre estive convencido que o PSD só pretendia o poder para distribuir benesses pelos seus. Mas nunca pensei que fosse de um modo tão escandaloso.O que estamos a assistir, ultrapassa tudo quanto se possa imaginar. É um verdadeiro atentado ao patrimóinio nacional e um verdadeiro assalto ao bolso dos contribuintes. Não falo sequer das nomeações em catadupa que se têm verificado na generalidade dos ministérios,onde a única qualificação verdadeiramente importante é o cartão laranja, tudo em contradição com as promessas eleitorais e com a postura do PSD enquanto oposição, para além de um sem número de trapalhadas e trapacices, que seria fastidioso trazer aqui. Quero referir-me apenas a três situações muito concretas. A primeira, foi ter abdicado das golden shares nalgumas empresas nacionais de carácter estratégico, não que pudesse mantê-las, pois havia um Acordão do Tribunal das Comunidades que impedia o Estado Português, enquanto entidade reguladora e fiscalizadora, em manter esse privilégio, privilégio que valia milhões. Todavia, podia alienar essas acções, portadoras de tais direitos, a um accionista de referência,nacional de preferência, pois nada impede a existência de acções com direitos especiais. O que não é permitida é a sua detenção por parte do Estado. O Governo Portugûês decidiu, assim, dar um bónus aos accionistas, a maioria deles estrangeiros. Depauperou a Fazenda Nacional e desfez-se de um bom estratégico sem qualquer contra-partida. A segunda, tem a ver com a nomeação da Administração da Caixa. Nunca as Administrações da Caixa tiveram mais de sete elementos. Agora que a Caixa, porque o Governbo assim o determinou, vai vender todas os seus activos cujas áreas de negócio não se encontrem centradas, exclusivamente, na actividade bancária, como sejam os seguros e a saúde, o nº de Administradores passou para onze. Bravo! Todos com cartão laranja ou do parceiro de coligação.Era preciso arranjar qualquer coisa para esta malta!.. Os mais pobres que paguem a crise. Mas a cereja em cima do bolo estava reservada ao BPN. Um verdadeiro desastre em termos de gestão do património público, tanto mais que para além dos 550 milhões que o Estado vai préviamente injectar, ainda vai ter de pagar as indemnizações de cerca de 1000 (mil trabalhadores), cujos contratos de trabalho o adquirente não assume). O negócio é tanto mais escandaloso quando se sabe que havia um grupo de investidores que se proponha pagar 100 milhões e manter o quadro de pessoal. Há no entanto e a meu ver, uma questão de fundo que torna a percepção de tudo isto muito mais fácil. Através do BPN, meio PSD sacou quanto pode até tornar inevitável a sua nacionalização - até o Cavaquinho, de modo indirecto, de mansinho e pelos vistos legal, lá foi buscar a sua fatiazinha -, havia por isso necessidade de contemplar o outro meio, o que está a acontecer agora por diversas formas, de que a Caixa e o BPN são meros exemplos. Acreditem, porém, que a procissão ainda vai no adro. A propósito: sabem quem é o Engº Mira Amaral? Para além de ter sido ministro de Cavaco, também ele foi Administrador da Caixa Geral de Depósitos durante, creio, 15 meses, tendo saído no fim desse período, com uma pensão, se me não engano, de 18.000€. São estes que o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas querem proteger. Pena é que grande parte das vítimas, tenham votado nos seus carrascos. Mas a vida é assim. Prenhe de surpresas.
publicado por casadasagras às 23:52
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Terça-feira, 5 de Julho de 2011

Um Exemplo de Coerência

 

A história é simples de se contar. Quando o anterior governo tentava mecher na receita, o PSD, Passos Coelho e os seus acólitos, muito bem distribuídos pelos vários canais de televisão e outros meios de comunicação social, faziam abanar  o Carmo e a Trindade, clamando aos quatro ventos contra a gordura do Estado. Temos um Estado gordo. Devem ser feitos cortes radicais na despesas. Nada de ir ao bolso dos portugueses buscar mais impostos.

 

Pois bem: o homem tomou posse, esqueceu as gorduras do Estado, nas quais  não mecheu, e toca a assaltar o bolso dos portugueses.

 

Isto é que é coerência.  

publicado por casadasagras às 21:42
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